sexta-feira, novembro 25, 2011

Wendy O. Williams

Dona de uma voz potente e um moicano gigantesco, Wendy O. Williams com certeza marcou por onde passou e até hoje é uma figura que causa curiosidade e atrai mais fãs.


Nascida no dia 28 de maio de 1949 em Nova York, Wendy foi em busca de "aventuras" cedo, largou a escola e com dezesseis anos foi de carona até o Colorado. Passou pela Flórida e morou na Europa onde trabalhou como cozinheira e dançarina. De volta a Nova York em 1976, entrou em contato com Rod Swenson, após ver um anuncio procurando musicos que ele havia deixado em um terminal rodoviário. Primeiro ocorreu a quimica entre eles, começaram a namorar e só dois anos mais tarde a banda veio a tornar-se real. (Algumas fontes dizem que Rod e Wendy conheceram-se em um evento ligado a contra-cultura, e ele a convidou para atuar em uma peça teatral que ele estava fazendo. Eu não estava lá, portanto não sei qual é a versão verdadeira).


A primeira aparição do Plasmatics em público foi em 1978 no CBGB's. Muito influenciados pelo punk, mas com um "quê" hard rock que tornava suas músicas muito excêntricas. Ficaram rapidamente conhecidos pelas suas perfomances no palco; No show do Plasmatics era normal, por exemplo, o guitarrista serrar sua guitarra com uma serra elétrica e Wendy O. cantar com os peitos a mostra. Inclusive em 1981, ela foi presa por simular uma masturbação no palco. Foi perseguida e violentamente agredida por policiais, chegou a levar doze pontos no rosto, Rod Swenson ao tentar intervir apanhou até ficar inconsciente. Depois do ocorrido, ambos foram absolvidos.



Em 1980 a banda assina contrato com a gravadora Stiff Records e lança o primeiro álbum, "New Hope for the Wretched". A música escolhida para ser single foi "Butcher Baby", que conseguiu alcançar a 55º posição no Uk Singles Charts. O Plasmatics começa a atrair um público muito grande.Em 1981 é lançado "Beyond The Valley of 1984", por conta do gasto excessivo no processo de gravação do primeiro álbum, esse foi gravado em menos tempo e com custos reduzidos. Nessa época foram classificados pelo apresentador Tom Snyder, como a melhor banda de punk rock de todo mundo. No mesmo ano, é lançado o EP Metal Priestess, que marcou algumas mudanças na sonoridade da banda. "Coup d'Etat" foi gravado no lendário Eletric Lady Studios em uma semana. Wendy cada vez personalizava mais seu jeito único de cantar e por conta dos esforços, chegou a fazer tratamentos para evitar danos permanentes nas cordas vocais.

Depois de "Coup d'Etat" não demorou muito para a Capitol Records deixar o Plasmatics de lado e se focar em outros grupos. Nessa mesma época,Gene Simmons mostra interesse em produzir um álbum deles, e para evitar problemas com  a antiga gravadora usam o nome "W.O.W.", iniciais do nome da vocalista. Além de Gene, outros membros do Kiss participaram das gravações para o disco. Malcolm Dome, um crítico musical da revista Kerrang!, escolheu  "W.O.W." como o melhor álbum do ano. Em 1985, Wendy O. Williams recebeu uma indicação ao Grammy por "Melhor Voz Feminina no Rock".

O segundo album solo de Wendy é lançado em 1986, Kommander of Kaos, e teve três faixas incluídas no filme, Reform School Girls, em que a ela teve papel de destaque. Com o Plasmatics o último álbum foi Maggots: The Record , um opera rock lançado em 1987, falando sobre os danos irreversíveis que o homem causa na natureza. Em 1988, é lançado o ultimo trabalho solo de Wendy, o barulhento "Deffest and Baddest".

O último show de Wendy O. Williams, aconteceu no final de 1988, a pedido de Joey Ramone. Cansada da vida de palcos e shows, em 1991 ela se muda para Storrs, em Connecticut, onde viveu com seu empresário e companheiro de longa data, Rod Swenson e dedicou-se ao que mais gostava, animais e alimentos naturais.

"Por vários anos, Wendy sentiu que havia alcançado o auge de sua vida e que era difícil demais viver num mundo em decadência. Encurralada pela vida, Wendy cometeu suicídio com um tiro na cabeça. Quando morreu, Wendy tinha apenas 48 anos de idade." Portal do Rock

" Eu não acho que as pessoas devem tirar sua própria vida sem uma profunda reflexão por um considerável período de tempo. Entretanto, eu acredito piamente que todos tem o direito de fazer isso em uma sociedade livre. Para mim, o mundo não faz sentido, mas meus sentimentos a respeito do que eu estou fazendo tocam alto e limpo para o interior de um ouvido e um lugar onde onde eu não estou, há apenas a calma. "  Bilhete deixado por Wendy.

R.I.P Wendy
* 28.05.1949
+ 06.04.1998

::Downloads::
New Hope for the Wretched [[ download ]]
Beyond the Valley of 1984 [[ download ]]



6 comentários:

  1. KKKK é otimo saber que alguém gosta de música de verdade ainda, esta mais do que obvio, que eu curto o mesmo estilo que você, certo?
    Parabéns. Eu estou te seguindo agora.


    http://darkvermilion.blogspot.com/

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  2. Nossa ! O final me chocou um pouco.
    http://blogadosaki.blogspot.com

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  3. Olá!!!...
    participe do nosso concurso !
    vai lá e participe!!!!

    http://debysabetudo.blogspot.com/2011/11/concurso-meu-blog-e-destaque-dst-e-ndt.html

    obrigada espero que voce participe do nosso concurso!!

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  4. n curto mto punk nem hard rock mas a stória é interessante...

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  5. Wendy O. Williams era de uma outra geração, um tempo em que as bandas refletiam o inconformismo dos jovens frente ao conservadorismo da sociedade.
    Hoje não há mais isso.
    Jovens conservadores e autoritários estão por aí, aos montes, defendendo idéias burguesas, prejulgando e alimentando preconceitos e vícios (como o dinheiro, o sexismo, a submissão do seu semelhante).
    Se tomarmos apenas as letras de algumas bandas como exemplo perceberemos que elas se encaixam em qualquer gênero, basta trocar o instrumental, o ritmo e etc - noutros tempos o rock dizia coisas que outros estilos não ousavam dizer (salvo exceções).
    O rock era libertador por isso!
    Era catártico! - Hoje é descartável..
    Se formos olhar para as atitudes então.. chega a ser constrangedor!
    Por isso Wendy agravada punks e "metaleiros" (vide as parcerias com Motorhead e Kiss). Tinha personalidade e até sua morte nunca houve nada que a desabonasse.
    Excelente postagem.

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