segunda-feira, junho 20, 2011

Simone de Beauvoir

"Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância."
Simone de Beauvoir


Fugindo um pouco do tema principal do blog que é falar de música, hoje o post é sobre Simone de Beauvoir, autora do livro "O Segundo Sexo", considerado uma das bases do feminismo contemporâneo.

Biografia
Nascida em Paris no dia 9 de janeiro de 1908, Simone foi uma criança teimosa e um tanto mimada, porém desde cedo mostrou uma forte inclinação pelos estudos, herdando também o gosto por teatro e literatura do seu pai, Georges de Beauvoir, um advogado e ator amador.


Em 1924 formou-se no Instituto Adeline Désir, uma escola católica para meninas.Estudou matemática no Instituto Católico, literatura e línguas no Instituto Sainte-Marie, e filosofia na Universidade de Paris, onde após apresentar uma tese sobre Leibniz conheceu vários jovens intelectuais, inclusive Jean-Paul Sartre, com quem teve um dos relacionamentos mais famosos da história, durante 50 anos (até a morte de Sartre em 1980), baseado principalmente na liberdade e no intelecto, com certeza algo muito a frente do tempo deles, sendo que até hoje relacionamentos abertos são vistos com muita estranheza.


"Entre nós, trata-se de um amor necessário: convém que conheçamos também amores contingentes."

Acredito que essa frase defina bem o tipo de relacionamento que Sartre e Beauvoir tinham, entre eles o amor necessário, pela compatibilidade de suas formas de pensar, os amores contigentes eram as paixões fugases que surgiram ao longo da vida e que eles não deixariam de vivenciar essas experiências.Um exemplo é a forte relacão que Beauvoir teve com  Nelson Algren, um escritor norte americano.

Obras
"Em seu primeiro romance, A convidada (1943), explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual, temas que abordou igualmente em romances posteriores como O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), obra pela qual recebeu o Prêmio Goncourt e que é considerada a sua obra-prima.
As teses existencialistas, segundo as quais cada pessoa é responsável por si própria, introduzem-se também em uma série de quatro obras autobiográficas, além de Memórias de uma moça bem-comportada (1958), destacam-se A força das coisas (1963) e Tudo dito e feito (1972).

Entre seus ensaios críticos cabe destacar O Segundo Sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, onde teceu críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimônia do adeus (1981), onde evocou a figura de seu companheiro de tantos anos, Sartre. " (trecho retirado do Wikipedia)

O Segundo Sexo (Le Deuxième Sexe)

"Através de O Segundo Sexo tomei consciência da necessidade da luta. Compreendi que a grande maioria das mulheres simplesmente não tinha as escolhas que eu havia tido; que as mulheres são, de fato, definidas e tratadas como um segundo sexo por uma sociedade patriarcal, cuja estrutura entraria em colapso se esses valores fossem genuinamente destruídos. Mas assim como para os povos dominados econômica e politicamente, o desenvolvimento da revolução é muito difícil e muito lento. Primeiro, as mulheres têm que tomar consciência da dominação. Depois, elas têm de acreditar na própria capacidade de mudar a situação.E, finalmente, aquelas que têm mais a perder por tomar posição, isto é, mulheres que, como eu, buscaram uma situação confortável ou uma carreira bem-sucedida, têm que estar dispostas a arriscar sua situação de segurança — mesmo que seja apenas se expondo ao ridículo — para alcançar respeito próprio." (Simone de Beauvoir em entrevista)

"Hoje, os jovens mal conhecem Simone de Beauvoir, pois ela foi extirpada dos programas. O Segundo Sexo continua sendo uma bomba para o sistema patriarcal! Apesar dos guardiães do templo, sua herança é imensa.”  Anne Zelensky-Tristan, co-fundadora, em 1974, da Liga do Direito das Mulheres, presidida por Simone de Beauvoir.

Simone de Beauvoir morreu no dia 14 de abril de 1996, em Paris, vítima de uma pneumonia.

4 comentários:

  1. Parabéns pelo blog, muito bom.
    Tema muito legal e importante, não há quem não se sinta bem com música!
    E o título então...muito sugestivo de coisa boa...

    Em relação ao post: Que exemplo de mulher poderosa!!

    http://www.draclaudiabenevides.blogspot.com/

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