sexta-feira, setembro 09, 2011

Bikini Kill

[ Publicado originalmente no blog LOVE ROCK LIVE by Daiah Scarlet ]
 Post Atualizado 

Idealizado por estudantes, fãs de punk rock, e cansadas do machismo no gênero, o Bikini Kill teve vida curta, mas foi de suma importância para uma geração de garotas que sentiram-se motivadas a tocar instrumentos sem frescura.


A banda foi formada em 1990 na cidade de Olympia (EUA), pelas estudantes Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox, que após criarem o fanzine feminista,"Bikini Kill", decidiram formar uma banda com intuito de divulgar mais a publicação. Chamaram o guitarrista, Billy Boredom, e com essa formação gravaram uma demo-tape intitulada de "Revolution Girl Style Now", o primeiro registro gravado do quarteto.


Para gravar o primeiro EP, assinaram um contrato com o selo Kill Rock Stars (Mate estrelas do rock), nome adequado para a banda de punk engajado, que defendia causas políticas e preferia satirizar o ''mainstream''. O EP chamado apenas de Bikini Kill foi lançado em 1991 e contém as musicas gravadas em uma demo no mesmo ano.

Com letras contendo fortes criticas ao machismo gritadas pela vocalista Kathleen Hanna, a banda começou a ganhar espaço, e o genero feminista, riot grrrl, cada vez tornava-se mais popular. Em 1992 dividiram um single com a banda Huggy Bear, espécie de representante riot grrrl na Inglaterra. Já em 1993, tiveram o single "New Radio/Rebel Girl" produzido pela lendária guitarrista Joan Jett, que simpatizou muito com o som e as idéias das garotas de Washington.

O primeiro album oficial da banda foi lançado em 1994, "Pussy Whiped", e particularmente é o meu preferido. As letras vão desde irmãs siamesas ligadas pelo seu orgão genital até orgasmos seguidos de criticas ao machismo imundo. Durante o ano de 1995 a banda continuava em ritmo acelerado, com vários shows e turnês mundiais.

No mesmo ano gravaram o segundo album de estudio e último da carreira. "Reject All American", acabou ficando mais restrito aos fãs da banda, por que para a midia e para os críticos musicais, o riot grrrl já tinha rendido seus frutos e agora já poderia ser descartado.

Em abril de 1998, o fim da banda foi anunciado oficialmente. Porém todos os integrantes continuam tocando com projetos paralelos.

Sonoridade
Tenho certeza que ao escutar as músicas do Bikini Kill, os mais afiados vão de cara sair falando que a banda é ruim e que elas não sabiam tocar nada. Porém, o foco da banda nunca foi fazer "música de qualidade", e sim atingir um grupo maior de pessoas com seus ideais feministas através desse meio popular, que é a música. Tem muito barulho, gritaria, palavrões, coisas feitas justamente para mostrar que a mulher para estar no rock (ou na música em geral) não precisa fazer musiquinhas de amor, cantadas com uma voz doce. Mulheres também tocam bateria, também podem berrar no microfone. Coisa que antigamente era visto com um muito preconceito.

Kathleen Hanna & Riot Grrrl
A vocalista do Bikini Kill, com certeza, era o diferencial da banda, desde muito nova conheceu o feminismo atraves de sua mãe e decidiu que queria aquilo para si. Para se sustentar enquando cursava fotografia no Evergreen State College , trabalhou como stripper.


A criação do ''riot grrrl'' é atribuido a Allison Wolf (Bratmobile) ao criar um fanzine com esse nome rebelando-se contra o machismo no rock, porém o Bikini Kill, certamente é a banda que mais contribuiu para a popularização do riot quanto ao gênero musical.

Seus shows eram caracterizados por darem total preferencia as mulheres, que ficavam com os melhores lugares, enquanto os homens eram mandandos pro fundo do recinto. Kathleen Hanna apresentava-se várias vezes sem camiseta com a palavra "slut" escrita na barriga.

Curiosidade:
- O titulo da música mais famosa do Nirvana - Smells Like Teen Spirit - foi inspirado por Kathleen Hanna, que 'pixou' no quarto do vocalista "Kurt smells like Teen Spirit" (Kurt cheira a Teen Spirit - desodorante usado por Tobi). Além disso, Tobi Vail (baterista do Bikini Kill) foi namorada de Cobain e inspirou várias músicas do Nevermind (como Lounge Act e Drain You) após dar um pé na bunda do coitado.

Pussy Whipped [ Download ]
Reject All American [ Download ]


13 comentários:

  1. conheço o som das mina é massa... legal a iniciativa nos shows...apesar ne nós homens termos que ficar no fundão né....mas pelo preconceito vale tudo

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  2. Os biquinis são assassinos do coito, castrando os homens... rs... Abraços!

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  3. Menina!!! Teu blog é d+ adorei, vou visitar mais vezes!
    Sucesso
    Beijãozão

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  4. Na verdade nunca tinha ouvido falar da banda, mas pela descrição que fez, parece ser interessante.

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  5. Tem um selo pra vc ,passa lá no meu blog pra pegar?

    http://cdgatos.blogspot.com

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  6. Interessante! Nunca tinha ouvido falar dessa banda e eu adoro bandas antigas. Vou esuctar as músicas!rs
    Obrigada pela dica. Adorei seu blog.
    Te espero no meu http://bruuhloira.blogspot.com/

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  7. olhe, quando o assunto é música, no blogspot, é mto difícil agradar a maioria...
    mas eu gostei do ar crítica que vc escreve sobre as bandas...
    boa sorte com seu blog.


    http://diariodagarotadevariasfaces.blogspot.com/
    sigo quem me segue e retribuo comentários

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  8. Muito interessante o seu blog. Adoro essa banda.
    Me segue também.

    http://www.paradigmasdaspalavras.blogspot.com/

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  9. Não conheço a banda , mas pelo visto deve ser boa e deve representar bem o público feminino.

    se puder passa lá
    http://pensamentoscontextualizados.blogspot.com/

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  10. uau!excelente informação,pois eu nunca tinha ouvido falar da banda!Parabens pela pesquisa e pelo girl power!
    http://juventudeinformada.blogspot.com/

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  11. Confesso que nunca tinha ouvido essa banda...

    As mulheres podem tocar tão bem quanto os homens...

    Afinal: "o rock é para quem merece"...

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